domingo, 28 de outubro de 2012
Sem pensar...
Esta tudo calmo ao meu redor, nada além do som dos carros passado pelas ruas, do vento batendo nos galhos das árvores. Porém do nada começo a ouvir outros ruídos, ouso o som que vem da rua, escuto o barulho de coisas caindo no chão, de gritos e berros, de palavras horríveis que ferem até mesmo os ouvidos daqueles que não tem nada a ver com o assunto. O reboliço é tão grande, que me levanto e vou até a janela observar o que há de errado na rua. Vejo um casal que briga, que sofre, que se batem e se atacam, vejo duas crianças que chorram e tentam apartar a briga dos pais. Ao ver aquilo penso, e fico com o coração nas mãos, esperando que alguma alma boa, pare a briga e console os meninos que nada tem há ver com aquilo. Ao perceber que nada sera feito, acabo tomando aquela dor, para mim, como se fosso com minha família. Saio, vou até a rua, chego perto do casal, tento me pronunciar, não sou ouvida. Porem as crianças, que agora choram mais e mais, me observam, veem que quero ajudar, então em um ato subsequente correm na direção daquela figura estranha, que apareceu preocupada com o que ocorre lá fora, correm em direção aos meus braços, me agaram e choram mais. O casal ao perceber aquela sena á qual nunca imaginaram ver, notam o quão mal fazem aquelas duas pequenas e inocentes crianças. Os dois se olham, e olham novamente os filhos, que choram agarrados a uma desconhecida, que apenas ficou com pena das crianças. Então ambos percebem que de seus olhos escorrem lágrimas, e que sentem-se envergonhados pelo ocorrido. Então abaixam as cabeças, fecham os olhos, os limpam, atravessam a rua, e pegam seus filhos. Voltam para casa, fecham sua porta, e tudo se desaparece como se nada tivesse acontecido naquele lugar. E eu fico confusa, me espanto ao perceber que estou apenas de camisola do lado de fora de casa, então corro para dentro, fecho minha porta, e me deito em minha cama, e pego no sono como se isso não tivesse acabado de acontecer.
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