A escuridão percorre a luz, o corpo perfeitamente inerte, abandonado no chão do quarto, os olhos abertos porém vazios, pois a alma se encontra presa no meio do Iceberg da inconsciência. Ela se esconde lá no fundo, pouco a pouco se afundando cada vez mais profunda, nas trevas dos olhos. As lágrimas que correm pelos olhos imersos em desespero, a respiração leve, e o baixo som dos batimento cardíacos, são as únicas provas que estou viva.
Meu corpo pode estar vivo, porém minha alma já se foi, junto aos sentimentos que foram arrancados de meus ser, com seus gestos, suas palavras, suas insinuações.
Agora não sou mais eu, sou apenas uma casca que fala e anda, porém esta morta. Sou uma morta-viva que ainda espera um dia voltar a viver, volta ao esplendor da realidade, voltar a verdade.
Sou o mundo que desabou em meu interior, sou as lágrimas que caem sem convites, pelos olhos vazios que agora pertencem a mim. Sou aquilo que você me tornou.
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